Telangiectasias ("Vasinhos") - Dr. Rodrigo Bono Fukushima

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Telangiectasias ("Vasinhos")

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As telangiectasias, também conhecidas como "vasinhos" são pequenas veias avermelhadas ou azuladas aparentes nos membros inferiores, com diâmetro que varia de 0,1 mm até 1 mm. Eles podem aparecer espalhados irregularmente nos membros inferiores, entretanto, o mais comum é que se manifestem em conglomerados de intensidades variáveis. São muito comuns e costumam aumentar de quantidade com o nosso envelhecimento.

Imagem Telangiectasias (

Os "vasinhos" são um problema estético para muitas pessoas devido a sua aparência e localização. Pode acometer todo o membro inferior, desde a coxa, joelho, perna, tornozelo até os pés. Entretanto, eles também podem causar sintomas, tais como:

  • Dor
  • Queimação
  • Formigamento
  • Prurido (Coceira)
  • Sensação de Peso e Cansaço nas pernas após longos períodos em pé ou sentado.

É muito comum que as pessoas com "vasinhos" nos membros inferiores mudem seus hábitos e costumes, muitas vezes por conta da aparência desagradável que eles causam. Shorts, saias, roupas de praia, sandálias e sapatos abertos são gradualmente trocados por calças e sapatos fechados. Aquela viagem para a praia no final de semana deixa de existir e outros destinos se tornam mais atrativos. Felizmente, estes "vasinhos" têm tratamento.

Por que eu?

A principal causa para o aparecimento dos "vasinhos" nos membros inferiores é hereditária. Existe uma tendência herdada de familiares próximos para o desenvolvimento das telangiectasias. Entretanto, outros fatores estão presentes. O uso de hormônios, como anticoncepcionais e reposição hormonal para menopausa, a falta de atividade física, o excesso de peso, o uso de calçados inadequados e manter-se longos períodos sentado com as pernas pendentes ou em pé parado iniciam ou aceleram o aparecimento destes "vasinhos" indesejáveis.

 

Entendendo um pouco mais sobre os "vasinhos"...

Algumas vezes as telangiectasias aparecem devido ao aumento da pressão nas veias dos membros inferiores. Este processo pode ocorrer devido a presença veias reticulares incompetentes ou até por conta de alterações nas veias safenas. As veias reticulares, também conhecidas como veias nutrícias ou “veias mães”, são maiores do que os "vasinhos", apresentando entre 1 e 3 mm. Estas veias que levam ao aparecimento e perpetuação das telangiectasias.

Imagem Veias Reticulares
Imagem Veias Reticulares

Eventualmente, os "vasinhos" também podem ocorrer devido alterações nas veias safenas. Telangiectasias na face medial do tornozelo e do pé alertam para a presença de refluxo na veia safena magna, que apresenta trajeto na parte interior do membro inferior, desde o início da coxa até o pé. Já telangiectasias na face lateral do tornozelo e do pé alertam para a presença de refluxo na veia safena parva, que apresenta trajeto na parte posterior do membro inferior, desde o joelho até o pé.

Por tudo isto é tão importante uma avaliação cuidadosa e detalhada de toda a circulação antes de iniciar o tratamento dos "vasinhos". Vale lembrar que uma das principais causas de insucesso no tratamento ou no re-aparecimento precoce dos "vasinhos" é o seu tratamento inadequado ou incompleto. Ou seja, tratar os "vasinhos" sem tratar a sua causa (“veias mães”) resultará em insucesso imediato ou tardio. Quem nunca ouviu: "tratei os meus vasinhos e eles voltaram todos iguais...".

Imagem Ultrassom Doppler
 

Princípios do Tratamento

Alguns princípios devem ser considerados para o tratamento bem sucedido dos "vasinhos" (telangiectasias). São eles:

  • Identificar e tratar a sua causa
  • Provocar uma lesão controlada e irreversível nos vasos tratados

É muito importante avaliar se há veias nutrícias (reticulares) conectadas às telangiectasias. Se deixadas sem tratamento, as veias nutrícias são uma das causas de insucesso terapêutico ou de recidiva precoce.

O tratamento das veias reticulares pode ser realizado com a sua remoção cirúrgica, com pequenas incisões ao longo do seu trajeto. Este procedimento pode ser realizado com anestesia local em consultório; mas caso o trajeto seja muito extenso, dá-se preferencia por realizá-lo com bloqueio anestésico no hospital.

Uma alternativa para o tratamento das veias reticulares e telangiectasias é a técnica CLaCS (CLaCS – Cryo-Laser and Cryo-Sclerotherapy). Trata-se da combinação de laser trandérmico com escleroterapia com glicose. Este procedimeto é realizado em consultório e o paciente retorna às suas atividades imediatamente após o tratamento.

Imagem CLaCS
Imagem CLaCS
Imagem CLaCS
Imagem CLaCS

A técnica é segura e bem tolerada. Os pacientes sentem um desconforto leve a moderado durante o procedimento. Após a sessão há mínimo ou nenhum desconforto. Não há necessidade do uso de faixas ou meias de compressão e não há restrição para as atividades usuais após o CLaCS.

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